Eles encheram o seu corpo de azeite e passaram uma espátula. 5 horas depois, eles não conseguem acreditar no que veem.

Dois jovens argentinos iam caminhando por Lanús, na província de Buenos Aires, quando viram que algo escuro se arrastava por uma vala.

Enquanto avançava, ele deixava um rastro negro, de um material pastoso e de odor forte. Quando chegaram perto, eles não conseguiram acreditar no que viam: era um cachorro!

Ao se aproximarem, eles descobriram que a substância que o cobria era alcatrão. Esse material é normalmente usado para construção de ruas e rodovias. Na pele, porém, ele é altamente tóxico! Desesperados, os meninos pediram ajuda a um policial, que os levou a uma clínica veterinária municipal e depois ao centro voluntário de Zoonosis Lanús.

Os voluntários de Zoonosis rapidamente o colocaram em uma banheira e abriram a torneira… E foi assim que perceberam que tirar o alcatrão da pele do cão não seria tarefa fácil. O material viscoso estava completamente grudado à pele e à pelagem. A água parecia não surtir nenhum efeito positivo. Pelo contrário: fazia com que a substância ficasse ainda mais grudada no animal. Como eles iriam tirar todo o veneno tóxico dele?

Foi assim que eles começaram a experimentar diferentes produtos de limpeza: detergentes que dissolviam óleos, água quente, água fria, shampoo especial, entre outras coisas. Eles já estavam a ponto de desistir quando encontraram uma outra solução em alguns vídeos no YouTube: azeite. Ao derramar azeite sobre o corpo do cão, eles conseguiram remover o alcatrão com uma espátula. Estava realmente funcionando! Lentamente, mas com sucesso, eles foram eliminando pouco a pouco o líquido negro.

“Compramos um arsenal de coisas, olhamos tutoriais e íamos provando a eficácia de cada produto. No início, não saía com nada, e depois começou a soltar um pouco com o azeite. Usamos 5 litros. Com os dedos e depois com a espátula foi ficando mais fácil. Depois de 3 horas, retiramos apenas 30%. Estávamos meio desanimados, já que a água quente tinha um efeito negativo”, conta Myriam Ortellado, coordenadora de Zoonosis Lanús.

Durante o processo, o cachorrinho, a quem deram o nome de “Petróleo”, ficou completamente adormecido dentro da banheira. Todos ajudaram, inclusive os mesmos jovens que o haviam encontrado. 5 horas se passaram até que eles pudessem ver a pele que se escondia por baixo da densa camada de alcatrão. Todos estavam exaustos, mas também satisfeitos com o que haviam conquistado.

No entanto, a árdua missão não havia terminado totalmente. Petróleo tinha ingerido muito alcatrão, e os efeitos da intoxicação ainda eram incertos. Por sorte, o cão parece ter reagido bem à medicação e já está se alimentando normalmente. Nesta foto, ele já parece um cachorro totalmente diferente. Quem imaginaria que por baixo de tanta tinta se escondia esse pequenino?

Petróleo teve sorte de cruzar com esses dois jovens argentinos, que se dedicaram a ajudá-lo e a salvá-lo. Mas por trás de tudo isso, há uma realidade cruel. Todos os dias, vem à tona novos casos de maus tratos aos animais. E ainda que seja difícil encará-los, isso é necessário para conscientizar e fazer com que as pessoas aprendam que os animais merecem o mesmo respeito que os humanos. Agora Petróleo busca um lar onde possam amá-lo e ajudá-lo a superar o trauma que viveu.

Todos podemos contribuir para que essas coisas não aconteçam! Por isso, lembramos, mais uma vez, que denunciem casos de maus tratos, cuidem de seus próprios bichinhos e atuem de maneira responsável. Todos podemos contribuir fazendo a nossa parte!

Se quiser ver o vídeo incrível de quando o limpam, confira a seguir:

Fonte: naoacredito

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