Adolescente compra PS4 pela internet e recebe pacote de arroz

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Um adolescente de 16 anos que mora na cidade de Araranguá em Santa Catarina, é mais uma vitima de pessoas mal intencionadas na internet. O jovem, que não quis se identificar, recebeu de sua mãe R$ 1500 para que pudesse comprar seu tão sonhado Playstation 4 como presente de aniversário, mas após realizar a compra pela internet o que ele recebeu foi um pacote de arroz em sua casa.

Na intenção de fazer um bom negocio, o adolescente comprou o videogame pelo site OLX, de um vendedor supostamente chamado Reginaldo. Pelo fato do preço ser quase 25% mais barato do que as lojas virtuais mais conhecidas pediam e por ainda estar em dúvida, ele entrou em contato com o vendedor pelo WhatsApp, onde o vendedor lhe informou que trabalhava com importação direta e que, por isso, cobrava menos que outras lojas.

Além dos R$ 1500 pagos pelo videogame o adolescente ainda precisou pagar o envio, que foi feito por Sedex a cobrar, e precisou retirar a encomenda na agência dos Correios. Sem desconfiar de nada, já que a caixa pesava aproximadamente o mesmo que um Playstation 4, a levou para casa, quando veio a desagradável surpresa.

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No lugar do aguardado videogame, havia um pacote de cinco quilos de arroz ao lado de um rolo de papel. A mãe, que estava viajando, quando ficou sabendo do acontecido mal podia acreditar. “Achei que meu filho estava brincando quando me mandou a foto do arroz pelo celular”, contou ela ao Correio do Sul, estranhando o fato de o falso vendedor ter emitido até mesmo nota fiscal.

“No começo, achei que fosse produto roubado, por causa do preço baixo, mas o vendedor emitiu nota fiscal com endereço e logomarca da empresa, tudo aparentemente certinho e, como explicou que trabalhava com importação, achei que fosse normal esse tipo de redução de preço”, comentou a professora, que nunca imaginou que pudesse receber um saco de arroz.
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O golpista desapareceu

No mesmo dia da entrega, o número do contato no WhatsApp do vendedor ficou desativado, incomunicável, e o perfil dele no site OLX foi excluído. No dia seguinte, a família procurou os Correios, advogados, o Procon e a delegacia.

O delegado da 1º Delegacia de Polícia Civil (1ª DP), Diego Archer de Haro, ficou admirado com a fraude. “Na internet, é preciso desconfiar de preços que sejam muito abaixo dos valores comuns das grandes lojas. Às vezes, é muito mais vantajoso pagar mais, porém com garantias, com parcelas, nota fiscal certificada, tanto em lojas físicas quanto virtuais, desde que sejam seguras”, recomendou o delegado. Para ele, se certificar de todos os detalhes para uma compra segura on-line não é mera desconfiança, é o mínimo que se deve fazer.

Agora, as investigações da polícia vão seguir o rastro deixado pela transação, por meio da quebra do sigilo postal, que teve origem no Paraná, de onde também é a empresa que produz a marca do arroz enviado. Não é um trabalho fácil, segundo o delegado, mas é possível descobrir quem recebeu o dinheiro da transação.

Para a mãe do adolescente, poderia ter sido pior. “Acredito que, ao menos, isso serviu de lição para nós, porque perdemos R$ 1,5 mil, mas ficaremos mais espertos nas próximas compras, e esse golpe pode ter nos protegido talvez de outras fraudes maiores no futuro”, ponderou a vítima.

Na semana passada, ela e o filho voltaram a comprar outro Playstation 4 pela internet, agora no site Mercado Livre, de natureza semelhante. Dessa vez, eles se certificaram da veracidade da oferta, conferiram o histórico do vendedor e compraram o videogame por R$ 2 mil – e ele chegou.

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